quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Entre linhas

Adoro livros, adoro mesmo, sejam a versão original, pocket, estejam eles em português, francês ou inglês, mas livros a sério, impressos, não e-books ou versões informáticas até porque o que me desperta a paixão inicial são as suas capas, com uma bela ilustração que aumenta ainda mais a expectativa lançada pelo resumo da contra-capa. 

Apesar de os adorar e ter imensos, não sou uma leitora assídua, longe disso, é preciso estar a gostar mesmo de um livro para o ler até ao fim e isso aconteceu recentemente com o livro "A rapariga no comboio" de Paula Hawkins, uma jornalista britânica, nascida no Zimbabwe, que vive actualmente em Londres, tendo-se dedicado à escrita. "A rapariga no comboio" é um thriller que conta a história de Rachel, uma rapariga que, como tanta gente, faz diariamente a viagem monótona de comboio entre os subúrbios de Londres e o centro da cidade e que, durante essas mesmas viagens acaba por se focar na observação das casas pelas quais o comboio passa, e das pessoas que nelas habitam, começando a sentir como se conhecesse ou até pertencesse à sua realidade. O problema surge quando Rachel assiste a algo errado e a partir daí envolve-se directamente na história daqueles que antes observava e num desenrolar de acontecimentos arrepiantes, de crime e suspense.




Posso dizer que este foi dos poucos livros que me fez ter uma leitura compulsiva, graças à curiosidade que me despertava a cada página, o querer saber o que tinha realmente acontecido, o que será que se ia descobrir no desenrolar da história. À medida que avançava na leitura os sentimentos misturavam-se, entre a vontade de querer ler mais e mais para descobrir tudo o que se tinha passado e a relutância em acabar um livro que tanto estava a gostar de ler. Nada que não se resolva, já que comprei logo outro thriller, para ficar dentro do mesmo género: "D'après une histoire vraie" (título original) de Delphine de Vigan. Ainda não li porque entretanto uma amiga aconselhou-me vivamente e emprestou-me algo diferente: "Tenho o teu número" de Sophie Kinsella que promete fazer-me rir do início a fim, o que é algo que estou a precisar de maneira que vou tentar.

Quanto ao "A rapariga no comboio" aconselho, adorei, estou morta por ver o filme, o que me recusei a fazer antes de acabar o livro, mas com algum receio de ficar desiludida como geralmente acontece quando se lê o livro tudo é mais intenso.


Aceitam-se conselhos de mais livros interessantes! Ler precisa-se =)


domingo, 5 de fevereiro de 2017

Meia chalada

Sempre ouvi os meus pais dizerem que quem bebe chá fica chalado! Não sei se o termo é reconhecido por todos, mas para nós significa ficar maluquinho. 

Pelo que dizem os 29 anos deixaram-me muito engraçada, espero que (ainda) não maluca, mas a julgar pela quantidade de chá que ando a beber ultimamente não tardará muito.

Desde que caí no erro de experimentar o Kusmitea que não quero outro. Vendo o preço de cada latinha parece ouro em forma de chá, mas depois de provar o seu sabor intenso e o cheirinho que se espalha por toda a casa percebemos que vale cada cêntimo!




Antes do Natal comprei o coffret "les après-midis", do qual fazem parte os seguintes chás:
  • chocolate e especiarias
  • quatro frutos vermelhos
  • chá verde com amêndoa
  • príncipe Vladimir (mistura de Earl Grey, citrinos, baunilha e especiarias)
  • chá verde St Peterbourg (base de chá verde com mistura de bergamota, caramelo, frutos vermelhos e baunilha
Entretanto, no fim-de-semana passado comprei mais 3:
  • chá verde com menta
  • chá verde com morango
  • sweet love (chá preto da China, raízes de alcaçuz, especiarias, sementes de guaraná e pimenta vermelha)
Como podem ver escolha não falta, mas esta é só uma pequena amostra da imensa panóplia de chás que esta marca tem. Por vezes sinto-me como uma criança que colecciona cromos até completar a caderneta e eu ainda estou no início! 

Claramente as especiarias imperam nos meus gostos, os frutos vermelhos têm sido mais escolha da cara metade, mas a verdade é que eu também os adoro! O chá de menta é um amor antigo, mas que nesta versão veio reacender a chama da paixão, o sabor é super intenso e fresco, mais fresco do que pastilha elástica, pasta dos dentes ou Mentos.

O chá é óptimo, muito bom mesmo, mas com ele vêm momentos de relax, a leitura de um bom livro, resumindo momentos de puro prazer. Obrigada Kusmitea que não só me fazes explodir as papilas de felicidade como me fazes abstrair-me de toda a azafama diária só para te degustar!