sábado, 10 de outubro de 2015

Folguinha boa

Huuuum... Sábado de folga, óptimo!
Acordei tarde (9 da manhã, para estes lados isto já é dormir até às tantas), tomei o pequeno almoço, preparei-me e fui até ao mercado em busca de castanhas portuguesas. Não havia... "Como assim não há?", foi o que se ouviu dentro da minha cabeça, e na minha cara podia ver-se o ar mais desolado, qual criança a quem tiraram um doce. mas como adoro castanhas trouxe mesmo das francesas e prometi voltar, no fim da estação, segundo me aconselhou o senhor feirante. Conte comigo, senhor, lá estarei, tudo pela bela da castanha portuguesa!
Depois deu-me assim uma pontinha de saudade e rumei até à clínica (mentira, ainda não estou assim tão louca!). A verdade é que fui à clínica só para dar um bocadinho de apoio moral a uma amiga que ia extair o seu primeiro dente do sizo. Entretanto chegou a hora de almoço, vim a casa deixar as compras, comer qualquer coisa e voltar a sair para treinar (sim, hoje não houve folga do ginásio, eu disse, eu disse que a única folga era à quinta-feira).
Depois do dever cumprido, o merecido descanso! Voltei para casa, tomei o meu duche, vesti roupa confortável e... pus-me a cozinhar! Sim, preparei umas coisinhas deliciciosas com algo que trouxe do mercado. O que preparei? Isso é assunto para o próximo capítulo, ou numa linguagem mais adaptada ao caso, para o próximo post =)


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Novelas

Novelas, novelas, novelas...
Há tantas novelas na vida de uma pessoa: as portuguesas, as brasileiras, as mexicanas, as da ficção e as da vida real.
As novelas da vida real existem, de facto, mas são muito dramáticas para esta altura do dia em que estou a relaxar, a aproveitar o melhor possível a minha primeira e única folga semanal do ginásio. Vou, portanto, falar de uma novela da ficção portuguesa, Coração d'Ouro, que estreou há cerca de um mês na SIC. Esta novela, podendo ser mais ou menos interessante para o público em geral, para mim tem uma coisa que a torna absolutamente especial: é filmada, em parte, na cidade do Porto. Sempre que posso e aguento acordada, aproveito para espreitar esta novela e deliciar-me ao ver as paisagens do Douro e a cidade do Porto, a minha cidade, o mar, a ribeira, a baixa. Como é bom ver estas imagens, é quase como uma visita a casa, por momentos quase sinto os sabores e os cheiros do Porto, lembro-me de bons momentos e sinto-me nostálgica, mas sobretudo orgulhosa, orgulhosa da minha cidade linda, do meu eterno porto de abrigo, da invicta cidade do Porto.


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Outono em forma

Tenho uma coisa para informar ao mundo: hoje foi o 5º dia consecutivo em que fui ao ginásio! (palminhaaas!) Mas amanhã estou de folga, não do trabalho, não, isso foi hoje, mas do ginásio e bem preciso porque mais um dia e tenho a impressão que me caía uma perna ou as duas, não sei bem...
De qualquer forma, enquanto não me cai nenhum membro tenho de aproveitar esta fase em que me sinto motivada para ir a ginásio, tanto que saí de casa debaixo dum dilúvio na segunda-feira e caminhei durante aproximadamente 20 minutos até lá chegar.
Só espero nao perder esta motivação, embora saiba bem que não vai ser fácil, os dias estão a ficar mais pequenos, não tarda vai ser noite quando sair do trabalho. Já não me importo que faça frio, que chova (às vezes até sabe bem ver e ouvir a chuva, a partir do aconchego do lar, claro), mas o que me arrelia mesmo no outono é a falta de luz =/   Resta-me apenas esperar que o inverno traga dias frios, gelados até, mas de sol...

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

"O alto preço de viver longe de casa"

Emigrar
verbo intransitivo
sair voluntariamente do local onde se vive para se estabelecer noutro (segundo o dicionário de língua portuguesa da Porto Editora)

Hoje quero partilhar um texto, a meu ver, bastante bem escrito sobre emigração e do qual, excepcionalmente, gostei! E gostei porquê? Porquê?! Porque me identifiquei! Curiosamente e talvez pela primeira vez identifiquei-me com um texto que fala sobre isto de "sair voluntariamente do local onde se vive para se estabelecer noutro".
Gostava de começar por comentar a definição que o dicionário nos dá e a presença dessa palavrinha mágica: "voluntariamente"; é nela que reside a questão... será mesmo vountariamente? Acredito que nem sempre ou pelo menos, embora a decisão final diga respeito apenas e só ao próprio emigrante, as situações e condicionantes da sua vida podem torná-lo assim uma espécie de voluntário à força.
No meu caso particular, emigrar foi uma solução para a falta de oportunidades em Portugal, mas A oportunidade de deixar "o aconchego do lar para sonhar com o futuro incrível e hipotético".Um futuro que poucos adivinhavam para mim, sabiam porém aqueles, os que sem falar me lêem o pensamento, esses sim, no fundo sabiam-no.
Nem sempre tive tanta certeza da minha decisão, "questionei-me, culpei-me e angustiei-me", houve dias, muitos, imensos em 3 anos de vida em França, em que acabei a "chorar porque queria estar lá, sem deixar de querer estar aqui", fiquei algumas vezes (felizmente poucas) "doente sem colo", transformei os colegas em família e as "dores em resistência", festejei aniversários por Skype e contei os dias para rever os que mais amo, mas na volta trouxe sempre um sorriso, uma enorme vontade de voltar, de voltar a esta casa que transformei em lar, de voltar aos desafios e experiências do dia-a-dia que me fazem crescer aqui. Quem lá fica está sempre comigo, incondicionalmente, mesmo silenciosamente, não há momento em que possa dizer que estou só.
Para terminar e voltando ao "voluntariamente", gosto de pensar que não fui voluntária à força, nunca estarei "livre do medo e das fraquezas. Mas estarei para sempre livre do medo de nunca ter tentado".


Aconselho vivamente a leitura do texto que se encontra neste link: 
http://www.sabiaspalavras.com/o-alto-preco-de-viver-longe-de-casa-2/ 
Um texto que fala de partidas, sem as dramatizar, que fala do que se perde, mas também do que se ganha, que num compto geral transmite uma onda positiva sobre isto de emigrar.


sábado, 3 de outubro de 2015

No pain No gain

Hoje foi dia de trabalho, ah pois foi... Manhã de trabalho na clínica e tarde de trabalho no ginásio!
Foi-me lançado um desafio: treinar 5 vezes por semana! 5 vezes, 5 veeeeezes, preciso de repetir isto até me conformar. Entre aulas de biking, corridas e umas pequenas sequências de agachamentos e abominais o objectivo é ver resultados daqui por 5 semanas e é bom que haja, sim, é bom que haja resultados, menina Sofia, senão aviso já que vou ficar muito frustrada, amuar e precisar de comer uns quantos chocolates para me acalmar. (A Sofia é a minha amiga incondicional, treinadora e assim uma espécie de "Ai vais para o ginásio, vais, que não te deixo ficar em casa a definhar!")
Assim sendo, desejem-me sorte, meus amigos, que a vida é dura e como já dizia a minha caríssima assistente: "il faut souffrir pour être belle"!
Metade de mim escreve-vos daqui por 5 semanas =P 

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Bolinho de cenoura com Speculoos



Folga, folga, estou de folga!!!!!!!

Aproveitando que estou de folga vou deixar aqui uma receitinha que acho genial! É uma receita feita na bimby, mas que sinceramente penso que dá para fazer utilizando qualquer outro robot de cozinha ou até a liquidificadora, é super rápida e muito saborosa. Para os mais gulosos deixo aqui a receita:

Bolo de cenoura com cobertura de chocolate branco e speculoos

Ingredientes:

360 g de farinha
300 g de cenoura
240 g de açúcar
4 ovos
1 dl de leite
1 dl de óleo
1 colher de sopa de fermento em pó

Modo de preparação:

Pré aquecer o forno a 180º
Colocar no copo as cenouras em pedaços pequenos, os ovos, o leite e o óleo e programar 4min na velocidade 5
Com a bimby programada na velocidade 3 (1min) ir adicionando a farinha e o fermento pelo bucal da tampa
Programar mais 1min na velocidade 3 e ir adicionando o açúcar, da mesma forma que a se adicionou a farinha
Verte-se o preparado numa forma previamente untada e leva-se ao forno cerca de 40min

Para a cobertura, após ter-se lavado e secado bem o copo basta colocar lá dentro 200g de natas e 200g chocolate partido em pedaços (utilizei chocolate branco porque é o meu preferido e por questões estéticas também =P ) e programar 7min na velocidade 1, temperatura 90º

Deixar arrefecer o bolo antes de colocar a cobertura (aconselho a deixar arrefecer bem a cobertura para que ela ganhe mais consistência e nã escorra pelo bolo fora)

Para terminar, com o copo limpo e seco colacar lá dentro 100g de bolachinhas speculoos (têm assim um gostinho a especiarias, acho que combinam lindamente com o bolo de cenoura) e triturar utilizando a função turbo 2 vezes durnante 1 segundo. Este passo dá para fazer num tacho, derretendo o chocolate com as natas em banho maria

Espero que gostem e experimentem! Este bolinho agora para o outono é fenomenal, então com um chazinho, huuuuum...




domingo, 20 de setembro de 2015

Privilegiada

Diz-se que privilegiadas são as pessoas que nascem em berço de ouro...
Eu não nasci em berço de ouro, mas sim no seio de uma família linda e cheia de amor para dar e, por isso, sinto-me privilegiada.
O destino trouxe-me para longe dessa família, dos amigos, do meu país, mas para perto de um emprego e de uma vida com a qual sonhei e, por isso, sinto-me privilegiada.
Esta vida trouxe-me novas experiências e aprendizagens, trouxe-me novos amigos, pessoas espectaculares a quem dei um pouquinho de mim e de quem recebi tanto e, por isso, sinto-me priveligiada.
As visitas regulares a Portugal são momentos fantásticos, matam-se saudades dos lugares, da gastronomia, da família e dos amigos de sempre e, por isso, sinto-me privilegiada.
Longe ou perto sei que há pessoas que estão sempre lá para mim e que, independetemente das coordenadas do lugar onde vivo, me dão uma enorme sensação de segurança. Entre elas e, muito especialmente, o meu namorado e os meus pais, bem como uns quantos amigos especiais que me ajudaram a crescer, me dão força e permitem que a minha vida seja assim... FELIZ!
Nem todos os dias são fáceis, nem sempre o cansaço permite discernir e apreciar a sorte que tenho nesta vida, mas há momentos em que é necessário reconhecê-lo e sobretudo agradecê-lo!