segunda-feira, 5 de outubro de 2015

"O alto preço de viver longe de casa"

Emigrar
verbo intransitivo
sair voluntariamente do local onde se vive para se estabelecer noutro (segundo o dicionário de língua portuguesa da Porto Editora)

Hoje quero partilhar um texto, a meu ver, bastante bem escrito sobre emigração e do qual, excepcionalmente, gostei! E gostei porquê? Porquê?! Porque me identifiquei! Curiosamente e talvez pela primeira vez identifiquei-me com um texto que fala sobre isto de "sair voluntariamente do local onde se vive para se estabelecer noutro".
Gostava de começar por comentar a definição que o dicionário nos dá e a presença dessa palavrinha mágica: "voluntariamente"; é nela que reside a questão... será mesmo vountariamente? Acredito que nem sempre ou pelo menos, embora a decisão final diga respeito apenas e só ao próprio emigrante, as situações e condicionantes da sua vida podem torná-lo assim uma espécie de voluntário à força.
No meu caso particular, emigrar foi uma solução para a falta de oportunidades em Portugal, mas A oportunidade de deixar "o aconchego do lar para sonhar com o futuro incrível e hipotético".Um futuro que poucos adivinhavam para mim, sabiam porém aqueles, os que sem falar me lêem o pensamento, esses sim, no fundo sabiam-no.
Nem sempre tive tanta certeza da minha decisão, "questionei-me, culpei-me e angustiei-me", houve dias, muitos, imensos em 3 anos de vida em França, em que acabei a "chorar porque queria estar lá, sem deixar de querer estar aqui", fiquei algumas vezes (felizmente poucas) "doente sem colo", transformei os colegas em família e as "dores em resistência", festejei aniversários por Skype e contei os dias para rever os que mais amo, mas na volta trouxe sempre um sorriso, uma enorme vontade de voltar, de voltar a esta casa que transformei em lar, de voltar aos desafios e experiências do dia-a-dia que me fazem crescer aqui. Quem lá fica está sempre comigo, incondicionalmente, mesmo silenciosamente, não há momento em que possa dizer que estou só.
Para terminar e voltando ao "voluntariamente", gosto de pensar que não fui voluntária à força, nunca estarei "livre do medo e das fraquezas. Mas estarei para sempre livre do medo de nunca ter tentado".


Aconselho vivamente a leitura do texto que se encontra neste link: 
http://www.sabiaspalavras.com/o-alto-preco-de-viver-longe-de-casa-2/ 
Um texto que fala de partidas, sem as dramatizar, que fala do que se perde, mas também do que se ganha, que num compto geral transmite uma onda positiva sobre isto de emigrar.


3 comentários:

  1. Como sempre consegues dizer tudo o que sentes, com frases simples, sem mas nem meio mas!
    Continua e divulga o teu blog e mostra aos mais lamechas a guerreira valente que tu és.

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  2. Bem dizem que quem tem uma mãe tem tudo! Uma mãe, um pai, um namorado e poucos, mas bons, familiares e amigos que me permitem sentir o que escrevo =)

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  3. Já eu, acho que me faltou um bocadinho do "voluntariamente". Ninguém me orbigou, é certo, mas qual seria a alternativa? Mas pronto, fiquei satisfeita com o resultado na mesma (=

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