verbo intransitivo
sair voluntariamente do local onde se vive para se estabelecer noutro (segundo o dicionário de língua portuguesa da Porto Editora)
Hoje quero partilhar um texto, a meu ver, bastante bem escrito sobre emigração e do qual, excepcionalmente, gostei! E gostei porquê? Porquê?! Porque me identifiquei! Curiosamente e talvez pela primeira vez identifiquei-me com um texto que fala sobre isto de "sair voluntariamente do local onde se vive para se estabelecer noutro".
Gostava de começar por comentar a definição que o dicionário nos dá e a presença dessa palavrinha mágica: "voluntariamente"; é nela que reside a questão... será mesmo vountariamente? Acredito que nem sempre ou pelo menos, embora a decisão final diga respeito apenas e só ao próprio emigrante, as situações e condicionantes da sua vida podem torná-lo assim uma espécie de voluntário à força.
No meu caso particular, emigrar foi uma solução para a falta de oportunidades em Portugal, mas A oportunidade de deixar "o aconchego do lar para sonhar com o futuro incrível e hipotético".Um futuro que poucos adivinhavam para mim, sabiam porém aqueles, os que sem falar me lêem o pensamento, esses sim, no fundo sabiam-no.
Nem sempre tive tanta certeza da minha decisão, "questionei-me, culpei-me e angustiei-me", houve dias, muitos, imensos em 3 anos de vida em França, em que acabei a "chorar porque queria estar lá, sem deixar de querer estar aqui", fiquei algumas vezes (felizmente poucas) "doente sem colo", transformei os colegas em família e as "dores em resistência", festejei aniversários por Skype e contei os dias para rever os que mais amo, mas na volta trouxe sempre um sorriso, uma enorme vontade de voltar, de voltar a esta casa que transformei em lar, de voltar aos desafios e experiências do dia-a-dia que me fazem crescer aqui. Quem lá fica está sempre comigo, incondicionalmente, mesmo silenciosamente, não há momento em que possa dizer que estou só.
Para terminar e voltando ao "voluntariamente", gosto de pensar que não fui voluntária à força, nunca estarei "livre do medo e das fraquezas. Mas estarei para sempre livre do medo de nunca ter tentado".
Aconselho vivamente a leitura do texto que se encontra neste link:
http://www.sabiaspalavras.com/o-alto-preco-de-viver-longe-de-casa-2/

Como sempre consegues dizer tudo o que sentes, com frases simples, sem mas nem meio mas!
ResponderEliminarContinua e divulga o teu blog e mostra aos mais lamechas a guerreira valente que tu és.
Bem dizem que quem tem uma mãe tem tudo! Uma mãe, um pai, um namorado e poucos, mas bons, familiares e amigos que me permitem sentir o que escrevo =)
ResponderEliminarJá eu, acho que me faltou um bocadinho do "voluntariamente". Ninguém me orbigou, é certo, mas qual seria a alternativa? Mas pronto, fiquei satisfeita com o resultado na mesma (=
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